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Nutrigenômica: Seus genes não definem seus resultados

Mulher atleta ao lado de uma molécula de DNA ilustrando como a nutrigenômica estuda a influência da alimentação e do estilo de vida na expressão dos genes.

Você treina com consistência, cuida da alimentação — e mesmo assim o resultado não vem como deveria.

Pode não ser falta de esforço. Pode ser genética. 🧬


Dentro da nutrigenômica, existem variações no DNA chamadas polimorfismos (SNPs) que influenciam diretamente sua capacidade de ganhar músculo e de eliminar gordura. Eles aparecem com frequência nos painéis genéticos que analiso no consultório — e mudam completamente a forma como conduzo cada caso.


Mas aqui está o ponto mais importante:

genótipo não é destino. É ponto de partida.


🔵 Se o seu gene ACTN3 tem o genótipo XX, suas fibras musculares de potência são menos eficientes — e a creatina pode ter um efeito menor do que o esperado. Isso não significa que você não vai hipertrofiar. Significa que o timing proteico e a dose de leucina pós-treino precisam ser ainda mais precisos.


🔵 Se você tem variantes no receptor da vitamina D (VDR), seu corpo pode estar respondendo mal à síntese proteica muscular mesmo com o exame sérico dentro do valor de referência. A dose terapêutica, nesses casos, é bem diferente da preventiva.


🟠 Se o seu FTO tem o alelo de risco, você sente mais fome e gasta menos energia em repouso — não porque falta disciplina, mas porque o seu hipotálamo recebe um sinal diferente. A boa notícia: o exercício físico é um dos principais modificadores epigenéticos desse gene.


🟠 Se o MC4R está alterado, o sinal de saciedade da leptina chega enfraquecido ao cérebro. Estratégias de volume alimentar, fibras solúveis e distribuição proteica ao longo do dia fazem toda a diferença nesse perfil.


🔴 O MTHFR merece atenção especial: além de comprometer a recuperação muscular e a síntese de creatina endógena, ele afeta o metabolismo mitocondrial — impacto direto nos dois eixos. E um dos erros mais comuns que vejo: suplementar com ácido fólico convencional quando o que esse genótipo precisa é de metilfolato ativo (5-MTHF).


O que muda com essa informação na consulta?


Tudo. O tipo de suplemento, a dose, o momento de consumir os carboidratos, a estrutura do treino, o padrão alimentar — cada detalhe pode ser ajustado com base no seu perfil genético único.


Não para rotular. Para personalizar.


Se você treina, cuida da alimentação e sente que o resultado ainda não reflete o seu esforço, vale investigar o que está acontecendo por baixo.


📩 Me chame para saber como a nutrigenômica pode ser aplicada na sua rotina.


FONTE


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